O Brasil e o comunismo que não há.


Periodismo y pensamiento
Por: Marcelo Carneiro da Cunha/ Tomado de Terra.com
Gente há, e muita gente, que simplesmente não se contenta com o que a realidade e a padaria da esquina têm para oferecer, ah, não. Eles buscam e encontram novas e maiores emoções simplesmente as inventando. Não é uma beleza de sistema?
Não estou contente com a ideia de que o mundo tenha surgido em um enorme Bang, vou lá e invento Deus e o Silas Malafaia. Não satisfeito em me maravilhar com o fato de que, de algum jeito, a vida sobre o planeta e a Jéssica Alba tenham acontecido, invento vida em outros planetas, civilizações geniais que atravessam a galáxia simplesmente para comprar cigarros e abduzir idiotas terrestres. Por sinal, um congresso de abduzidos acontece nesse mês de junho. Sim, é verdade. Em Florianópolis, onde mais?

Não satisfeitos em viverem em uma democracia razoavelmente plena, apesar do Congresso que colocaram ali em Brasília, esses mesmos descontentes profissionais vão e deliram um suposto complô do governo petista de transformar o nosso país tropical em uma imensa Cuba, uma vasta Coreia do Norte, uma grande e petrolífera venezuela chavista.
Esse pessoal, estimados leitores, é uma parada.

O governo Lula promoveu alguns dos maiores avanços no Brasil, tanto no plano institucional como no plano econômico. Foi nesse período que saltamos do décimo quinto ou sexto lugar para o sétimo na economia mundial, na maior fase de geração de riqueza e renda que o país já viveu. Esse período viu acontecer a maior expansão do crédito para pessoas físicas e jurídicas da nossa história. Crédito, estimados leitores. Isso lhes parece, de alguma maneira, uma atividade comunista?

A Polícia Federal foi reforçada, o Ministério Público idem, e nunca tivemos tanta investigação sendo feita de maneira razoavelmente independente. Tentem fazer algo assim em Cuba ou na Venezuela pra ver o que acontece. A imprensa é livre pro que der e vier, e seus proprietários desejarem. Comunismo, só na mente de funcionamento quântico do Reinaldo Azevedo e do Olavo de Carvalho, lembram dele?
O que essa gente, digamos, pensa?

O Brasil pode ser muitas coisas, e é, mas nenhuma delas rima com comunismo, socialismo, bolivarianismo, ou praticamente qualquer outro ismo. O Brasil é um país de economia capitalista, onde o Estado, por decisão soberana dos eleitores brasileiros, é um agente importante e definidor. Não somos neoliberais, não somos liberais, e gostamos de um governo forte e atuante. Se isso é bom ou mau, a discussão é outra.

O Brasil é uma democracia bastante consolidada, na qual um Executivo poderoso e centralizador, e um Judiciário bastante independente governam enquanto o Legislativo sarneia, por vontade própria.
O Brasil de hoje é consequência do Brasil do passado, e esse Brasil sim, pelo menos uma partezinha dele, pensou em ser comunista. O resultado se expressou na cacetada aplicada ao país inteiro pela ditadura civil-militar de 1964. Não sabemos o que teria acontecido se aquela partezinha tivesse vencido, como venceu em Cuba. Não sabemos porque ela não venceu, e não sabemos se havia a menor chance de ela ter vencido.

Particularmente, duvido. Nossos comunistas tinham o brilhantismo intelectual e a firmeza de espírito de um Vanderlei Luxemburgo, na opinião desse zagueiro. Não teriam ido longe, de qualquer maneira. Muitos dos apoiadores eram idealistas que queriam livrar o país de suas mazelas, e viam no discurso comunista uma alternativa possível. Isso aconteceu no mundo inteiro e era uma busca honesta, que se mostrou, como tantas outras, falida, tanto onde aconteceu como onde não passou de busca.
O projeto era autoritário, ditatorial, e não teria dado certo. Mas ele nunca chegou a acontecer, e portanto, estamos no território complicado das conjecturas impossíveis, como um Corinthians e Boca com um juiz livre de miopias eletivas ou não.

O que sabemos que houve foi uma ditadura civil-militar que ocupou o país por vinte anos e saiu de cena. O mérito brasileiro, e ele existiu, foi ter eliminado todos os partidos envelhecidos do mundo pré-64, e criado forças mais modernas e capazes de levar o país em frente. Na Argentina, por exemplo, isso nunca ocorreu e todos podemos ver o resultado.

Esses partidos do Brasil pós-ditaduras são tão controversos quanto o país, mas são, essencialmente, fruto do desejo por democracia de quem passou tempo demais sem ela. São eles que nos governam, e com eles temos, de um jeito ou outro, avançado.
Esse discurso tolo sobre o novo comunismo brasileiro não passa do contrário. Do incômodo de setores atrasadíssimos diante dos avanços que, de um jeito ou outro, vivemos.

O Brasil é, sempre foi, e não sei até quando vai ser, uma tranqueira. Mas ela é a nossa tranqueira, como nunca foi. Ela nunca foi de tantos, nunca foi tão claramente o que é. Talvez isso incomode, mas, como sabemos ou sentimos, não existe outro jeito de se ir em frente. É simples assim, e mais nada.
Desde Nod
Educación: ¿preocupación o bla-bla?
Por: Alejandro García G.
Este 17 de mayo, era noticia que una madre de familia informó a la policía que grupos estudiantes de los colegios INEM del Tunal y José María Córdoba –ambos de Bogotá-  habían establecido un “acuerdo” para encontrarse y pelear. En uno de esos grupos se hallaba su hijo y ella quería evitar peores daños sobre él. La alertada policía actuó de manera diligente y oportuna esta vez, y encontró allí armas blancas, drogas sicoactivas, licor y armas de fuego. Los telenoticieros nocturnos mostraron el hallazgo.
Desde hace dos semanas circula la noticia –escándalo nacional- de que en Medellín “se puso de moda”, entre algunos grupos de estudiantes adolescentes, la llamada “ruleta sexual”: se reúne un grupo de adolescentes de ambos sexos; los integrantes varones prueban a penetrar a una de sus compañeras, al parecer por sorteo entre ellas y sin condón. La prueba consiste en que cada varón debe ser capaz de resistir más tiempo la penetración sin eyacular, porque quien lo haga pierde la apuesta. Como resultado, ya hay una adolescente embarazada. Quizá por discreción, no se ha señalado públicamente el nombre del establecimiento, aunque el correo de las brujas vuela.
También en las semanas anteriores, se presentó el video de unas adolescentes de un colegio de Bucaramanga peleándose en grupo, revolcándose en el suelo.
Algunos de los telenoticieros tienen su consabido experto-a, quien en apurados segundos debe intentar una disertación, en este caso educativa o similar. Ellos hacen lo que pueden y alguno quizá lo logre. La mayor frecuencia de conclusiones a las que llegan ellos, o los periodistas que dan la noticia, es que los maestros deben ser más responsables con sus estudiantes. Algunos se arriesgan a señalar responsabilidades a los padres de familia. Aquí se suspende el “análisis” y se pasa a otra noticia igual o más escabrosa, entre el cansancio del final del día del televidente y su adormecimiento.
Nadie se atreve a correr el peligro de responsabilizar la dupla modelo de Estado-modelo educativo, y menos en TV. Nadie se atreve a señalar que es esta diabólica dupla la responsable de que los grupos sociales hubiesen perdido el tejido que los unía. Menos, que la desintegración social es causa y efecto –en un círculo vicioso- de más desintegración familiar, que a su vez causará más daño al tejido social.
El Estado se nos destruye en pedazos y a los responsables de esa destrucción no les importa nombrar como Gran Juez de una Gran Corte a un individuo que estafó a su cliente –una viuda- siendo abogado. A casi nadie nos importa observar al ejército y la policía, ayudando a cargar la pobreza y la tristeza en sus espaldas de ciudadanos inermes, para escapar de la furia de los delincuentes en las comunas de Medellín, quizá los mismos, o sus descendientes, que otrora fueran llevado allí en otra controvertida “operación” (2002); el ratón cuidando el queso. A casi nadie nos indigna que nuestras Fuerzas Armadas, a cuya salvaguarda está la protección de la soberanía y la seguridad del Estado, lleven meses y no hayan sido capaces de descubrir quién –presuntamente de entre sus filas- cometió no sé si la indiscreción o la traición a la patria –repito, no lo sé- de revelar a un ilustre colombiano un secreto militar.
Hay hipocresía en los medios para señalar como responsable, a los responsables del diabólico modelo del Estado, reproductor del modelo educativo; Estado al que cada día se le cuelgan más normas para producir más renta para unos pocos, con el perjuicio de separar cada día más a padres e hijos –tejido familiar- y ampliar la brecha ricos-pobres. Lo más fácil es decir lo que la audiencia está acostumbrada a escuchar y que desea volver a oír: la culpa es de todos los maestros y de algunos padres de familia.
Un Estado de modelo neocapitalista dependiente no puede exigir un modelo educativo ejemplar, así todos sus maestros fueran ejemplares. 22.V.13

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